
Mais do que um recomeço, mais do que o início de uma nova fase, a Constituição europeia parece um obituário. Uma espécie de fim de festa. Tenta, não com armas, mas com cláusulas legais, consolidar à força uma ficção, como sejam a cidadania europeia, a opinião pública europeia e a democracia europeia. Na verdade, a Constituição é a tradução exacta do impasse a que as políticas nacionais estão a chegar. Os políticos nacionais, em cada vez maior dificuldade para tratar e resolver os seus problemas, transferem para o continente decisões e competências com o firme propósito de as retirar do alcance dos povos. A Europa, isto é, a União, ainda não tem qualquer capacidade séria para tratar das garantias fundamentais dos cidadãos, dos seus direitos e deveres e da sua representação democrática. Para que uma Constituição escrita tivesse um qualquer fundamento, uma qualquer utilidade, seria necessário termos diante de nós um continente muito mais ligado, isto é, sociedades muito mais entrosadas, instituições e empresas mais conjugadas, homens e mulheres mais miscigenados, obras mais comuns, circulação mais efectiva, escolas mais articuladas e sentimentos mais partilhados. Mas tudo isto feito livre e voluntariamente, de "baixo para cima", como se diz.Carta...
À Presidência da República
Portugal, 31 de Outubro de 2004
Venho por este meio manifestar a Vª Exa., enquanto cidadão atento e interessado na construção cívica do país, a minha disponibilidade para o informar que os portugueses não aguentam mais este governo de direita neo-liberal, e lhe perguntar quando é que o pretende demitir?
Desde já lhe garanto que os portugueses e as portuguesas agradecem que actue o mais rápido possivel.
Atenciosamente,
Um cidadão preocupado,
Sabino Fagundes Castanheira Torres
Haveránecessidade de comentar algo? Parece que está tudinho lá dito.
Abraço
Afixado por: carlos a.a. em outubro 31, 2004 07:42 PMEstás a ver, o indigente, à porta de qualquer Igreja, pedindo esmola???
É assim a “federação” Europeia!??
Às vezes pergunto-me porque será que os homens mais lúcidos deste país se afastam da política. Será por isso que ficamos sempre, e cada vez mais, dirigidos por ofuscados?
Raio de perguntas...
Um abraço,
Francisco Nunes
...mas às vezes é ao contrário....WB
Afixado por: whiteball em novembro 1, 2004 04:55 PM