Mas a proposta feita, no sentido dos professores serem colocados nos tribunais a assessorar juízes, é o de que mais racional e sensato foi dado ouvir neste início de século, depois do professor Marcelo ter feito votos e recolhido ao mosteiro de Singeverga. Por um lado os ministérios não têm lugares compatíveis para todos e mesmo Luís Delgado tem o seu gabinete preenchido. Depois a globalização - ou seja lá o que for! - exige que as pessoas se adaptem a outras tarefas, sejam polivalentes, tenham simultaneamente a capacidade de matar e de ser mortas, contribuam para a melhoria da competitividade em plano de igualdade com a descida das taxas do IRC. Para enriquecimento dos empresários e glória - fácil! - da economia nacional.
Depois nunca isso prejudicaria a celeridade e a qualidade atávicas da justiça portuguesa. Nem a reconhecida isenção de, sobre o mesmo caso, decidir hoje assim e amanhã assado. Ao invés, tantas vezes tem sido assegurada por trolhas que se justificaria até que a recuperação da baixa do Porto fosse cometida a especializados e experientes desembargadores da Relação. Seria o mesmo que levar os incendiários presos em Custoias para a floresta, a preparar atempadamente a época de fogos do ano que vem. E os professores são gente instruída, portadora de drs antes do nome, dinamizadores de manifestações culturais e frequentadores assíduos do café de Serralves. Seriam muito bem capazes de desempenhar funções de escrivão, presidir a colectivos, inquirir testemunhas e cagar sentenças. Como os outros!