Parece que pelas três da madrugada, durante quarenta minutos, - pouco mais do que o tempo necessário para que o Sporting perca um desafio no seu estádio - o ministério afixou hipotéticas listas relativas à colocação dos professores. Por esta hora, ao que parece, o ministério exibe no seu "site" na internet a única mensagem em que alguém, sensatamente, pode acreditar: indisponível. Retira-se o "temporariamente" que, pela ambiguidade, não faz sentido e não tem nenhum conteúdo. Ignora-se o pedido de desculpas pelo incómodo porque nem resolve o problema nem coloca os professores.
Fala o ministério num problema imprevisto que terá surgido à última hora. Sendo certo que a única coisa que o ministério nos pode garantir é que não ocorrem, nunca, nenhuns imprevistos. Há meses que por aquelas bandas tudo é perfeitamente previsível. Ninguém arrisca a sensatez porque o disparate, a incúria e a incompetência são dinheiro em caixa. Que, ao menos, o ex-ministro David Justino possa ajustar o seu orçamento doméstico à dimensão da sua pensão e a vá completando com os magros rendimentos de deputado da nação. Merece que o país lhe reconheça e retribua o patriotismo. Entretanto chame-se à reciclagem o camarada Arnaldo Matos, o grande educador da classe operária. Globalizem-se-lhe as competências. Entregue-se à falência a ministra e o ministério. A taxa de analfabetismo, descansem, não crescerá!
O que se está a passar é demasiado grave para que não haja consequências políticas. É que a não oportuna colocação dos professores, causa os mais diversos transtornos às famílias dos alunos que vêm-se obrigado e tentar recorrer a soluções alternativas para as quais nem sempre encontram resposta para os seus filhos que continuam inactivos. Para além óbviamente das conseqências resultantes deste atraso de abertura de aulas no que toca ao ensinamento dos respectivos programas.
Afixado por: congeminações em setembro 21, 2004 10:02 PM