Depois assim de repente. Dominados os incêndios, exaustos os bombeiros, esvaziadas as barrigas de água dos canadaires, apressa-se a chuva. Tarde e a más horas, respondendo aos chamamentos e às orações de valha-me Nossa Senhora e de salve-se quem puder. Persistente, contínua, estragando o veraneio, arrastando as cinzas pelas ribanceiras. Levando o perigo maior às estradas onde ele, impenitente, já circula sem tolerância zero e fora do turno da brigada de trânsito. Não dá para aguentar. Esta chuva temporã não tem o cheiro a terra seca. Vou apanhar o primeiro avião e vou-me embora para Pasárgada. Não dá para apanhar avião e seguir para a Sambizanga ou para o Makulusso. Ninguém que chega aí de camisa branca metida dentro das calças, cinto a lhes segurar e sapato novo a brilhar como espelho de ver o penteado!