Considerando, por outro lado, que mesmo antes de se demitir Durão Barroso se esqueceu de que era primeiro-ministro. Considerando mesmo que se chega a duvidar de que alguma vez tenha tido consciência de que o era. Considerando ainda que o mesmo estranha que pessoas que aplaudiam a eventual nomeação de António Vitorino para presidente da Comissão Europeia agora lhe critiquem o facto de ter sido ele a aceitar o cargo.
Conclui-se que, como já era há muito largamente suposto, Durão Barroso se considera comissãrio europeu e não primeiro-ministro. Conclui-se pela depravada insensatez de ter feito promessas que nunca pensou cumprir e de ter assumido compromissos que nunca pensou satisfazer. Não havendo pena substantiva que se lhe possa aplicar, melhor será que se faça dele enchido e se pendure no fumeiro. Terá comprador na próxima feira do fumeiro de Barroso!