Mas, de regresso, ainda encontrámos no monte das sobras o jornal Público. Mesmo sendo domingo José Manuel Fernandes ataca de novo no Iraque. Para dizer que o ministro iraquiano dos negócios estrangeiros veio a Portugal para deixar um aviso e pergunta quem o terá escutado. Desde logo ficamos a saber que afinal o Iraque tem um governo e um ministro dos negócios estrangeiros, realidade que desconhecíamos. Mesmo assim, ninguém, aparentemente, ouve esse ministro. Nem é preciso. Se José Manuel Fernandes o ouviu, mesmo que tenha sido em árabe e sem tradução, isso basta. Porque ele, de certeza, entendeu muito mais do que o ministro terá dito ou até mesmo pensado dizer.
Tanto assim é que o ministro, segundo JMF, se declarou agradecido a todos os que ajudaram à libertação do seu país. Para acrescentar de seguida que ninguém gosta de viver sob a ocupação de uma potência estrangeira. Quase nos confundimos, mas o raciocínio árabe de JMF não parece encaixar muito bem. Ele quer dizer que o Iraque é livre mas que está ocupado por forças estrangeiras? Como a Madeira? Mas é um herói, virado para o mar no ponto mais ocidental da Europa, suficientemente afastado do Iraque, continua a proclamar que aceitar que a batalha está perdida na retaguarda é ceder à fraqueza. Se fosse no parlamento ouviria bravos, de Telmo Correia e da sua turma. Mesmo quando compara a situação com a ocorrida com Churchill, depois da capitulação da França frente ao invasor nazi. Que é uma comparação feliz, que não ocorre a todos. É como comparar toucinho com velocidade no que respeita às características radioactivas de ambos!
Também no Expresso João Pereira Coutinho dizia que neste fim de semana a única pergunta que os portugueses deveriam colocar era: Letizia ou Santana. Faltou-nos a legitimidade pelos motivos já apontados antes e não colocámos questões. Também, mal por mal, nunca poríamos a questão de Santana. Mas sabemos que qualificativos serão utilizados para catalogar os que o fizeram…
José Leite Pereira, no Jornal de Notícias, acha patético o comentário socialista de que Durão agiu pela calada da noite no caso da substituição do ministro do Ambiente. Tem razão! No PS deveriam ouvir mais a Teresa Salgueiro cantar os dias são as noites para não confundirem as coisas. Vejam lá se o assunto atrapalhou Santana Lopes. Nem por sombras! Às quatro da madrugada o homem funciona em pleno. Bem bom!...
Excelente blogue.
Esta é a minha forma de agradecer:
Perguntei ao céu onde estava o medo
Se na beleza ou nessa habilidade
De usar a palavra como um segredo
Como fazem homens e Xerazade.
Pediu-me depois que apontasse o dedo
E então soltasse a áurea autoridade,
P'ra que a beleza pudesse nascer,
Com as palavras belas a crescer.
albertovelasquez.blogspot.com
Havia aqui imenso "pano para mangas"...mas de uma forma geral tenho de concordar com tudo. Apreciei a ironia que percorre o texto. Muito bom.
Abraço, WB