Hoje, finalmente, foi deduzida acusação contra Fátima Felgueiras, presidente da Câmara do Concelho com o mesmo nome, foragida no Brasil desde a data em que o Tribunal da Relação de Guimarães se pronunciou pela prisão preventiva e ela, oportunamente avisada da decisão, se meteu no carro e rumou a Madrid à procura de avião que a levasse até ao Rio de Janeiro. São conhecidos depois os episódios grotestos com que nos foram contemplando, como se fossemos atrasados mentais.
Entendeu a RTP-1, certamente por decisão do Sr José Rodrigues dos Santos que para além de um dos apresentadores do telejornal é também director de informação, que a acusação era notícia. E provavelmente seria, com uma discreta referência, lida seguramente em menos de trinta segundos. Mas não! Foi-o com tempo de satélite e com a dita senhora a debitar em directo respostas em bugalhos quando se lhe falava de alhos. E com o Sr Rodrigues dos Santos a baixar submissamente as orelhas - ele, que até as tem de abano! - para que a senhora continuasse a violentar-nos com o seu discurso mal intencionado e de má fé.
São estes políticos que temos, é esta televisão que temos, são estes profissionais a que impropriamente chamam de comunicação social. Ao pé deles Salazar não passava de um simplório aprendiz, acabado de chegar de uma qualquer recôndita aldeia beirã. E sem os recursos materiais e técnicos de que hoje dispõem, temos de reconhecer que Joseph Goebbels foi um génio no desempenho das suas tarefas de propagandista do que de mais hediondo atravessou a Europa!
O que conta é vender papel, que aqui será, vender imagem, para os "casacas".
Ou será pretensão de alguém, denegrir mais ainda
a já pouco credivel, imagem de politicos, homens de leis, jornalistas...
Pois...
O pior é o 'autismo' desta figura. Não foi sequer um momento de informação,foi um momento de publicidade paga.
um abraço,
Francisco Nunes
Então,
não percebem que é do interesse do governo voltar a trazer para a ribalta este caso.
Afinal a senhora foi eleita pelo PS.
A Dona Fátima, se fosse uma mulher tão forte, como sempre quis demonstrar, ficava em Portugal e sujeitava-se á justiça, tal como qualquer portugês digno que se preze de ser respeitador da mesma, e não tomava a atitude "corajosa" de fugir para o Brasil. Se cá tivesse ficado, já á muito que o assunto estava esquecido.
Afixado por: Antonio Silva em maio 5, 2004 04:18 PMFoda-se lá a fatinha que só gosta é de fuder preto e apanhar nele!
Afixado por: Pitalá- brasileiro em maio 5, 2004 04:19 PM