Narciso Miranda chamou agora a si o pagamento dos 33.000 euros - 6.600 contos, pasme-se! - gastos na campanha, anunciando que os pagará do seu próprio bolso. O vereador Rocha apresentou a demissão que, todavia, não foi aceite. Diz Narciso que ele agiu de boa fé, o que naturalmente não chega. Porque, se chegar, basta que se invoque a boa fé para de seguida se cometerem os maiores dislates, em nome da transparência e do interesse público. A decisão do Senhor de Matosinhos levanta um outro problema, já velho. Sabe-se quais são os ordenados dos autarcas e, com isso, que Narciso precisará de quase um ano de trabalho para pagar a factura. Pergunta-se como conseguirá subsistir, prescindindo do ordenado. Sabendo-se também que no país tudo é possível. Até comprar uma moradia na Quinta da Marinha por meio milhão de contos ganhando-se apenas o salário mínimo nacional. Não é um país de contrastes, este. É antes um país de milagres! Ah! Como era politicamente correcto, os colaboradores mais próximos de Narciso Miranda designaram por aproveitamento político miserável a atitude de alguns seus opositores ao levantarem a questão. Tendo-se mantido calados, não teria havido aproveitamento e talvez um dia destes se encontrassem todos, numa sexta-feira depois do horário de trabalho, a uma mesa da Marisqueira Majara. Assim…
Eu pasmo como é que ainda existem estas patéticas ingenuidades, quando todo o mundo sabe que estamos numa fase e ainda bem, que tudo o que é anormal no âmbito da actuação de um político é imediatamente denunciado na praça pública. Ora ainda assim insistem em cometer disparates deste calibre.
Afixado por: congeminações em março 26, 2004 10:59 PMEsse Narciso saíu-me cá uma ave rara! Tanto dinheiro gasto para dizer que o pai morreu!?
Afixado por: canzoada em março 26, 2004 11:38 PM