Queremos crer que, por inadmissível lapso, o sentido do título foi irrecuperavelmente adulterado. Era para ser: "Os malabaristas e as presidenciais" e não como saiu. Na edição de amanhã sairá a correcção, depois do senhor José Manuel Fernandes ter incumbido um redactor de serviço da redacção da habitual secção: "O Público errou". Fica tudo esclarecido.
Segundo cremos este defensor oficioso do plumitivo candidato Santana Lopes, foi seu ajudante no tempo em que este era ajudante de ministro. Quer dizer, Manuel Frexes foi ajudante de um ajudante de ministro. Agora reclama para si, que não para o concelho que lhe paga, a prerrogativa de nomear o próximo presidente da república. Fique descansado, o seu patrão tem memória curta para muitas coisas, mas há-de recordar-se desta quando chegar a altura. Talvez consiga que seja nomeado candidato do partido à vereação da Covilhã!
Apenas um reparo. Acha o senhor Manuel Frexes, como diz, que Santana Lopes ou alguém provou o que vale indo a votos? O senhor não é deste mundo, o senhor vive mesmo muito longe da respeitável cova das Beiras. O senhor é de facto um extra-terrestre que acredita em fantasmas.
Provávelmente o senhor Frexes irá engrossar o número daqueles apoiantes que no final da eleição vão ficar desiludidos com o resultado alcançado, mas vão ficar orgulhosos pelo esforço
dispendido.