Mas depois, felizmente, acrescentou que dentro dele há uma matriz, um "chip" programado a repetir, inutilmente desde há vinte anos: "um governo, uma maioria, um presidente". Tranquilizámo-nos! O homem não passa afinal do robot que sempre se pensou que era, resultado da electrónica, programado de alto a baixo, mas a agir sempre da mesma repetitiva forma. Como as máquinas multibanco a repetirem metalicamente, quando a gente se distrai: "retire o seu cartão, retire o seu dinheiro".
O "chip", espera-se, vai ser comido com a mesma voracidade com que o são os seus semelhantes. Quando der por ela está desactualizado e o Miguel de Sousa Tavares pode andar de cara descoberta. Ao menos por isso valha-nos a santa electrónica.