Não digo que tenha pela Galp o mesmo sentimento que o Dr Barreto: cada um é como é e nos dias de hoje é muito difícil que me apaixone. Mas fico embevecido com a voz meiga das bombas de gasolina sem chumbo de 95 octanas e com a voz de muitas horas de trabalho da operadora de caixa que me anuncia que o cartão multibanco não passa e que o cartão dos pontos tem tantos que já me esquece quantos. Só em fraldas descartáveis poderei reclamar certamente mais de uma dúzia de embalagens, sem saber para quê, porque não preciso delas para nada. Mas é gratificante sentir que a Galp me vende a gasolina ao preço de bebidas espirituosas mas, no fim, me trata como se eu fosse um cavaleiro de sua alteza, o senhor D. Duarte Pio!
Por isso é que este retrato da semana é de leitura obrigatória. Perfeitamente imperdível!