O meu “post” anterior, com o mesmo título deste, mereceu a subida honra do comentário que se segue, afixado pela Sra. D. Inês Alva que não conheço. Posso todavia adiantar desde já que não há equívocos e que a respeitável senhora pura e simplesmente não percebeu nem o alcance nem tão pouco a intenção daquilo que escrevi. São coisas que acontecem, especialmente quando cedemos facilmente em termos emocionais e quando nos deixamos envolver à primeira no chamado nervoso miudinho que nos retira discernimento e senso comum.
Caro Senhor,
Com o devido respeito, inteire-se primeiro da verdade! Já ouviu falar de calúnias? Pois bem, é o caso que lhe têm exposto. É muito fácil apedrejar quem não conhece. Leia, analise, reflita. É-me indiferente se respeita ou não "aquela" pessoa, mas ela tem, de certeza, uma coisa a seu favor: um grupo! Eu, que sou Mulher de maiúscula, valho por mim só. Sou só eu e a minha dignidade, deste lado. Pergunto-me quem é o senhor para vir falar-me de dignidade. Gostava de lhe ver a cara, acredite. A minha não mente. Cresça, não seja tão influenciável, não atire pedras. Analise os textos, a linguagem, a pessoa que essa senhora é, no nível ou falta dele...
Deus os ajude a todos.
Não sei a que verdade se refere nem sequer a mesma me importa e, consultado o dicionário da Porto Editora que possuo à mão, fiquei a saber o que significa a palavra calúnia. Para além disso ninguém me tem exposto seja o que for nem estou interessado em que, seja quem for, o faça. Não sendo islâmico não me pesa a consciência de ter apedrejado fosse quem fosse, fosse quando fosse, fosse onde fosse. Habitualmente leio, tento entender, analiso o que precisa de ser analisado e reflito sobre aquilo que eventualmente mereça reflexão. Respeito, por princípio e por educação, todas as pessoas apenas por essa condição. Não me preocupo com os grupos que apoiam pessoas ou instituições a que não pertenço. Sou perfeitamente indiferente aos Ultra Dragões, aos Red Boys e à Torcida Verde, mesmo que o coração me penda, desde sempre, para os lados de Alvalade. E, para mim, já deu para perceber que todas as pessoas são “de maiúscula” e igualmente dignas sem necessidade de se chamarem todas Brites de Almeida. Não me recordo de ter falado nem em dignidade, nem em coisa nenhuma, apenas porque a não conheço, porque nunca lhe falei e porque jamais lhe escrevi. Quanto à minha cara, é vulgar, passa despercebida, como eu, na multidão que povoa a Rua de Santa Catarina todos os fins de tarde e não mente porque não são as caras que mentem. De resto, nunca me pus em bicos de pés em lado nenhum.
Não sei se formula um desejo ou se emite uma ordem quando me diz que cresça. De qualquer maneira isso é de todo irrelevante, mesmo face à minha mediana estatura física de apenas um metro e setenta. Para além disso, mesmo que fosse um desejo, é tarde, já não estou em idade de crescimento. Já ninguém me poderá ver na NBA a conseguir “afundanços” do alto dos meus dois metros e vinte. Finalmente, não sei a quem pertence o blogue 100nada e nem me interessa saber. Não sei como se chama a senhora que o assina e, já agora, também a não conheço. Nem vou conhecer em consequência disto ou de qualquer outra coisa.
Por fim, algumas considerações pessoais inevitáveis. Esta manhã afixava eu um “post” a falar no dia internacional de erradicação da violência contra as mulheres que hoje se assinala. Agora, ao fim do dia, e de forma que acho parcialmente machista, devo anotar o modo difícil – e ignoro ou desprezo qualificativos mais adequados e expressivos! – como as mulheres, muitas vezes, se relacionam entre si. Toda a gente sabe do relacionamento que haveria entre o Sr George W. Bush e o Sr Osama Bin Laden se acaso se encontrassem frente a frente: à boa maneira do antigo oeste americano. Quem sacasse primeiro ganhava. Era violento mas era linear e honesto. Embora estúpido!
Mais. Nunca recusei ou enjeitei polémicas, desde que servissem para alguma coisa e acabassem dando frutos de que alguém pudesse aproveitar fosse o que fosse, mesmo pouco. Não seria o caso neste assunto em que qualquer polémica seria um nado-morto. Mais do que moribundo, morto. Portanto, não vale a pena. E, não valendo a pena, ponto final!
Caro Senhor,
Novo erro: "as mulheres". Quais? Os seis milhões de portuguesas, todas as da Europa, as do planeta inteiro? Vá lá, sem generalizações, sim? De qualquer forma, já me pareceu mais lúcida a sua análise. Só por isso, pelo que me parece ser a imparcialidade, os meus agradecimentos. Contudo, a comparação com dois políticos imbecis é pobre, além de que considerou que a legítima reacção que tive foi "a quente" (novo erro). Quanto ao que escreve depois, é pura tergiversação, deambulações de quemn tenta suavizar assunto. Não é necessário. Se conhecesse muitas mais mulheres da minha cepa, não acharia que exagerei e perceberia que tenho espinha dorsal para aguentar uma crítica, além de que não aceito fugir a assuntos. Em termos aproximativos, pode começar por pôr-me ao nível das mulheres cujos carácteres mais apreciar sobre a Terra. Aí, terá entendido a quem se dirige.
E tem razão, assunto encerrado. Obrigada, apesar de tudo, pela paciência. Temos gente.
Com o respeito possível,
Até sempre.