outubro 30, 2003

Francisco Assis e Narciso Miranda selam aproximação

Mesmo que se suponha que almocem todos os dias, desta vez almoçaram juntos, pondo ambos os pés sob a mesma mesa. Dificuldades houve em acordar sobre o concelho que os acolheria: Matosinhos ou Amarante. E sobre o local para o repasto: marisqueira ou casa de pasto. Ganhou Matosinhos e optou-se pela marisqueira. A ementa, discretamente, não foi revelada devido à situação de crise em que o país se vai afogando e à turba de famintos que vai aparecendo sem ser convidada.

Sobre o almoço, Francisco Assis declarou posteriormente que as entradas estavam divinas, o marisco – importado de Espanha – uma frescura, sem o mínimo sinal de petróleo, o cherne devidamente grelhado, no ponto, o verdinho – pois claro! – tinha sido de Amarante e sabe-se que não há melhor e as sobremesas, ui!, conventuais. O café era topo de gama, bastava que fosse das marcas do camarada Nabeiro e, quanto aos digestivos, ambos acordaram numa aguardente de estalo, envelhecida em casco de carvalho. No charuto é que se não tinha conseguido outra proveniência. Sim, um havano!

Quanto ao Narciso? É um óptimo conviva, regou o repasto com uma série de piadas novas que não têm a ver nem com a Casa Pia nem com o Dr Vale e Azevedo, estava muito bem disposto, apesar da espinha no gasganete que é o tal de Seabra, que se espera há-de quebrar ou torcer. A espinha, está claro! A conta? Insistiu ele em pagá-la, com cartão de crédito, naturalmente. Sim, por causa da evasão fiscal e da Dra Ferreira Leite, pediu a factura. Se a vai incluir nas contas de alguma entidade? Ah!, não posso saber, não mo disse e isso é uma questão do seu foro pessoal.

Mas foi um almoço de trabalho, não foi? Para selarmos uma aproximação entre ambos. Mas não divulguem, que os selos ainda são monopólio dos correios e o Dr Seabra pode vir a saber e desatar a pensar coisas!

Publicado por LFV em outubro 30, 2003 10:56 AM
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