De Madrid, rico e famoso, com 31 anos de idade, um palmarés superior ao do Dr Madail, quase cem participações ao serviço da principal selecção portuguesa, não sei quantos golos marcados, Luís Figo anunciou que iria abandonar a representação nacional depois do Euro 2004, o último grande estigma da megolomania nacional.
E foi dizendo aquilo que toda a gente de mero senso comum deveria saber. Ou não ter esquecido. Que afinal não somos os melhores, como nos convenceram quando embarcámos para o México sob as ordens de José Torres da columbofilia ou para a Coreia do Sul, sob a batuta de António Oliveira da Olivedesportos. Que, antecipadamente, não somos mesmo os melhores para o Euro 2004 em cujo velho continente se vão passeando Franças, Alemanhas, Espanhas, Itálias, Inglaterras.
Uma pedrada no charco ou na chafurdice do futebol nacional. Que, como o país, não tem nem vergonha, nem emenda, nem remédio. E que nunca mais se convence que o grande engano nacional que deu certo foi o de Pedro Álvares Cabral na sua gloriosa caminhada para a Índia.
vasco da gama é que foi à Índia.
Afixado por: luís filipe de almeida em novembro 1, 2003 12:58 PM